Mostrando postagens com marcador punk. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador punk. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

PUNK DE QUALIDADE E DE GRAÇA

Enquanto os ultrapassados da indústria fonográfica tentam combater qualquer tipo de divulgação gratuita, os visionários oferecem faixas e até discos completos para download gratuito. Este é o caso da Pirate Press Record, que disponibilizou a coletânea Oi! - This is Street Punk! Volume 2

O álbum conta com um ótimo line-up: The Business, Marching Orders, Stomper '98, Argy Bargy, Razorblade, Broken Heroes, Rancid, Street Dogs, The Clichés, Flatfoot 56, Stranglehold, Booze & Glory. 

PARA BAIXAR, CLIQUE NA CAPA DO DISCO


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

RANCID - FUCK YOU

DOWNLOAD GRÁTIS DA NOVA MÚSICA DO RANCID - FUCK YOU - QUE, POR SINAL, É MUITO BOA. DÁ A SENSAÇÃO DE VOLTA AO R-1993 E AO LET'S GO



sexta-feira, 22 de junho de 2012

ON MY STEREO!



Todo ano os fãs brasileiros aguardam a vinda do Rancid ao país. Pelo jeito, terão que aguardar um pouco mais. Neste meio de temporada, eles devem agitar só o verão do hemisfério norte, como divulgado no site oficial http://rancidrancid.com/tour/. Nos resta assistir um vídeo do clássico Roots Radicals. 





terça-feira, 11 de outubro de 2011

Revival dos discos de vinil

Por @fabiohosoi  (Colaborador R&S)

Muitos pensavam que o futuro residia na musica exclusivamente digital. Tal previsão mudou para sempre a vida das gravadoras já que, digitalmente, tudo que é reproduzível é copiavel. Todas as tentativas de bloquear esta regra foram implacavelmente frustradas. Numa figura do passado foi encontrada a solução, pelo menos para um mercado interessante e nem tão pontual quanto possa parecer, mas importante e grande o suficiente para chamar a atenção de grandes centros comerciais: o disco de vinil.

Este interesse baseia-se em fatos simples e claros. O som do vinil é analógico e possui mais frequências sonoras do que um CD. O compact disc tem um som comprimido, pois sua natureza digital corta diversas frequencias teoricamente inaudíveis, mas que interagem de formas  diferenciadas, impossibilitando várias ondas que um sinal analógico possibilita. Isto por si só é prova suficiente para justificar a superioridade qualitativa sonora de um bom LP.

Portanto, toda propaganda feita exaltando a qualidade superior da música digital era uma mentira. Cabe ressaltar que um vinil prensado, como se prensa um cachorro quente, não pode ser comparado a um CD bem feito, masterizado corretamente e bem queimado. Assim como um CD, queimado a partir de arquivos de baixa qualidade, não pode ser comparado a um vinil de 180 gramas prensado a partir de uma master bem trabalhada. E exatamente atrás destes bons vinis é que estamos atrás.

Nem só de gramatura vive o vinil

Numa primeira análise lembramos dos DJs, sejam eles de música eletrônica, rap ou soul, ritmos que se beneficiam da prolificidade do meio para alimentar este mercado frenético, muitas vezes calcado em saudosismo. 

O exemplo mais claro é o que ocorre no mercado de música soul, no qual gravadoras como a Motown eram fábricas incessantes de música. A empresa lançava uma grande quantidade de EPs 7 polegadas, que eram triados por "especialistas" em busca do novo grande astro. Não é de se espantar que muitos nomes dignos de nota foram injustiçados e engavetados.

Com esta lista enorme de possibilidades, um grande grupo de aficionados saem a procura de qualquer coisa que possa conter uma boa música. Como estes discos são limitados e as pérolas estão escondidas e subcotadas, poucas cópias restam em bom estado. Em alguns casos, existem apenas uma ou duas cópias. No afã de esconder, muitos DJs promovem atos estúpidos como retirar o label para que ninguém consiga identificar aquele som, tornando-o exclusivo do seu set.

Não é apenas no soul onde a procura incessante acontece. No reggae, ska, rocksteady, dub, punk/hardcore e suas vertentes, metal, jazz... Em todos os ritmos existem aficionados no garimpo por tesouros escondidos.

Qual a graça para quem não ganha, apenas gasta com isso?

Assim como os bons marketeiros e desenvolvedores de produtos gostam de fazer, a questão do vinil é uma experiência diferenciada, muito distante de apenas clicar no arquivo e por-se a ouvir o que quer que seja. Envolve o contato com o disco, ver os sulcos, analisar se o disco está empenado, verificar a capa e encarte de tamanho diferenciado, que mesmo no caso de um 7 polegadas é bem maior do que a arte da capa de um CD player. E após colocar o vinil na vitola, se contam os sulcos maiores, escolhendo a faixa, manipulando o braço e a agulha, encaixando no caminho, gerando aquele ruído característico e só ai temos música.

Tanto faz se a faixa legal, o tesouro da ilha, está na 3, 5 ou 12. O auge do álbum, que muitas vezes é desenvolvido num projeto conciso, num conceito onde cada faixa tem seu papel, é acessível de forma tão simples quanto a primeira faixa do CD.

Vale ressaltar que para melhor experiência, além da pick-up, o toca disco propriamente dito, é legal possuir um bom amplificador e caixas potentes. Ouça em alto e bom som, nem que seja de vez em quando, para sentir os graves te balançarem, os médios te cutucarem e os agudos te furarem. Este poder do som,que influencia o tato, você nunca terá ouvindo num fone ou caixa de som pequena. Não precisa ser alto a ponto de estourar tímpanos ou incomodar o vizinho. Mas se for para ouvir baixinho, continue no mp3!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ramones em São Paulo 11/03/1996

A epopeia começou após a última aula da segunda-feira, em 11 de março de 1996. Saí da escola e fui encontrar alguns amigos do interior na galeria do rock. Eles chegavam de Bernardino de Campos, cidade que fica a 360 Km de SP. Todos vinham para o mesmo motivo, o show do Ramones, da turnê Adios Amigos.


They came up to São Paulo just to see the Ramones. Oh-Yeah!!!

Aquela era a última chance de ver a maior banda de todos os tempos. Alguns amigos não tinham ingressos e, acreditem, ainda tinha disponível. Hoje, seria sold out em poucas horas. Foram três dias de shows em SP. A entrada custava R$ 30,00. Pode parecer muito barato, mas para um adolescente, há 15 anos, não era. 


A ida de ônibus ao Olympia (finada casa de shows da zona oeste de São Paulo) foi bastante tranquila. Chegamos por volta das 16 horas. A fila ainda não estava tão grande. Mais tarde, daria a volta no quarteirão. Por volta das 19 horas, os portões foram abertos.

Conseguimos ficar colados na grade, do lado direito da pista. Em frente à tradicional posição do Dee Dee Ramone, que fora ocupada anos antes pelo C.J. Na medida em que a casa enchia, a galera tentava ocupar nosso espaço. Estávamos em 8 e conseguimos manter a posição estratégica.

Durante o show de abertura, preferia estar longe do palco. A banda, que tomou um banho de cusparadas, era do Supla. Com um som ruim, a plateia não perdoou e o “Hey Ho Let’s Go” cobriu o áudio durante boa parte da apresentação. Em certo momento, o “punk” da família Matarazzo desceu do palco para tirar satisfação com a molecada da grade e quase foi linchado. Quem será que teve ideia doentia de colocar Supla para abrir Ramones??

A impaciência só cessou quando as luzes se apagaram  e “The Good, The Bad and The Ugly” tomou conta do áudio ambiente. Após o primeiro “1,2,3,4” do C.J Ramone, a banda acelerou com “Durango 95”, fazendo da pista um barril de pólvora. Naquele momento, era difícil acreditar que Joey, Johnny, Marky e C.J. estavam tão perto.

O setlist foi muito bom. Quem tinha o “Loco Live" sentiu-se, durante as 12 primeiras músicas, dentro do disco. A sequência foi a mesma. Os clássicos dominaram a lista, com algumas novidades como “Spiderman” e “I don’t wanna grow up”.

Ao final da apresentação, fui para casa exausto, sem voz e com a sensação de ter visto o melhor show da história. Opinião que dura até hoje e creio que nunca mudará.

VEJA UM TRECHO DO SHOW

SETLIST RAMONES 11/03/1996


The Good, The Bad And The Ugly
Durango 95
Teenage Lobotomy
Psycho Therapy
Blitzkrieg Bop
Do You Remember Rock 'N' Roll Radio?
I Believe In Miracles
Gimme Gimme Shock Treatment
Rock 'N' Roll High School
I Wanna Be Sedated
Spiderman
The KKK Took My Baby Away
I Don't Wanna Grow Up
Have You Ever Seen The Rain
Sheena Is A Punk Rocker
Rockaway Beach
Pet Sematary
Main Man
Cretin Family
Do You Wanna Dance?
Somebody Put Something In My Drink
Havana Affair
Wart Hog
Cretin Hop
R.A.M.O.N.E.S.
Today Your Love Tomorrow The World
Pinhead
The Crusher
Poison Heart
Surfin' Bird
My Back Pages
Chinese Rocks
Beat On The Brat
  

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

52nd and Broadway

Desde a primeira vez que ouvi "Olympia WA", do play ..And Out Come the Wolves (1995), do Rancid, ficava me perguntando que diabo tinha na rua 52nd com a Broadway? Um tempo atrás, pude conferir que não tem nada demais. É uma esquina normal pra baixo da Times Square.  Antigamente, era um ponto nova-iorquino de concentração de jazzistas. Valeu pelo registo em foto e vídeo. (Ouça Olympia WA)

Hangin on the corner of 52nd and Broadway
Cars passin by, but none of them seem to go my way
New York City, well I wish I was on the highway
Back to Olympia

Mas Nova Iorque não tem só estas placas que nos fazem lembrar do punk rock de qualidade. Perto da histórica casa de shows CBGB, em 2003, foi criado o Joey Ramone Place, na esquina da Bowery com E 2nd, em homenagem ao lendário vocalista do Ramones. A placa tornou-se a mais furtada de NYC. Para evitar este vandalismo, em 2010, a placa foi instalada em um poste mais alto.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cock Sparrer's full concert

Quer assistir o show completo do Cock Sparrer em São Paulo? Graças as câmeras digitais e a um bom samaritano, que teve a paciência de filmar tudo (EM HD), você pode.

Assista ao show completo do Cock Sparrer em São Paulo, Brasil, 3/9/11

Watch the Cock Sparrer's full concert in Sao Paulo, Brazil, 9/3/11

Setlist Cock Sparrer SP - 3 - SET

Confira o setlist completo do show do Cock Sparrer em São Paulo (03/09/2011):
Riot Squad
Watch Your Back
Working
Sussed
What’s it Like to be Old?
Teenage Heart
Droogs don't Run
Get a Rope
Tough guys
Argy Bargy
AU
Runnin Riot
Chip on my Shoulder
I Got Your Number
Because You're Young
Take 'em All (c/ Chris Skepis)
Where are They Now?
Suicide Girls
England Belongs to Me
We're Coming Back

Cock Sparrer SP 3-SET


Depois de esperar mais de dez anos, finalmente tive a oportunidade de assistir um show do Cock Sparrer no Brasil. Em uma única apresentação (03/09), a banda inglesa lotou a casa de shows Carioca Club - lugar bem tosco, que promove shows de forró.

O show estava marcado para começar por volta das 19h30, mas a guerra campal que estourou na Cardeal Arcoverde, promovida entre os nazis e os antinazis e que resultou na morte de um punk, atrasou a entrada do público. Somente depois da chegada da PM, o tumulto diminuiu.

Um parêntese no show para fazer uma crítica ao poder público. Todos sabem que o Cock Sparrer é uma referência punk e Oi!. É óbvio que este show, marcado há mais de 3 meses, iria atrair punks, roqueiros, skinheads antinazi e neonazi. O encontro de várias vertentes é extremamente inflamável. Mas não tinha uma viatura da polícia na porta do clube. Cheguei no local às 18 horas e só vi o polícia depois que começaram os confrontos. Faltou bom senso do batalhão que cobre a área da Cardeal, na zona oeste de São Paulo, pois a organização pediu reforço para o evento.

Dentro, não houve conflitos maiores e o show rolou bem. O Cock Sparrer desempenhou seu papel no palco, apesar de não ter aquela presença em performances ao vivo. O setlist foi sensacional. England Belongs to Me, Tough Guys, Where are They Now?, Riot Squad, I Got Your Number e outros clássicos colocaram esta apresentação na história do rock paulistano. No final, prometeram voltar ao país e fecharam com We’re Coming Back.

Cock Sparrer -

Colin McFaull – Vocais
Mick Beaufoy – Guitarra
Steve Burgess – Baixo
Steve Bruce – Bateria
Daryl Smith – Guitarra
Chris Skepis (ex-integrante/participação especial)

OBS – Quem não conhece Cock Sparrer não pode deixar de ouvir o primeiro álbum, Shock Troops.