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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

RANCID - FUCK YOU

DOWNLOAD GRÁTIS DA NOVA MÚSICA DO RANCID - FUCK YOU - QUE, POR SINAL, É MUITO BOA. DÁ A SENSAÇÃO DE VOLTA AO R-1993 E AO LET'S GO



sexta-feira, 22 de junho de 2012

ON MY STEREO!



Todo ano os fãs brasileiros aguardam a vinda do Rancid ao país. Pelo jeito, terão que aguardar um pouco mais. Neste meio de temporada, eles devem agitar só o verão do hemisfério norte, como divulgado no site oficial http://rancidrancid.com/tour/. Nos resta assistir um vídeo do clássico Roots Radicals. 





sexta-feira, 13 de abril de 2012

VIRADA CULTURAL (SUICIDAL TENDENCIES)



Saiu a programação da Virada Cultural SP 2012 e colocaram a melhor banda do evento às 9h30 da matina de domingo (06/05). É pra ferrar todos os que querem ver a porradaria do Suicidal Tendencies. Bom, pra quem conseguir acordar cedo - tem também a opção de varar a noite, o problema é que não há atração que valha a pena na madruga -, os californianos se apresentarão no palco São João (na avenida de mesmo nome, 1100).

Por que diabos colocaram o Suicidal neste horário tão podre? Será que o tumulto no show do Misfits, no ano passado, é o motivo? A verdade é que prejudicarão os roqueiros por causa do ineficiente esquema de segurança montado para o evento. Mais uma vez, os cidadãos pagarão pela incompetência do poder público. Espero também que o sistema de som esteja melhor.

Vou deixar a reclamação de lado e recomendar o show, que vi em 1994, no Phillips Monsters of Rock. Coloque o despertador pra funcionar no domingão (06/05) e vá para frente do palco acompanhar Mike Muir, Mike Clark, Dean Pleasants, Steve Brunner e Eric Moore.

No mesmo palco, logo depois do Suicidal, o Titãs apresenta o melhor álbum da banda, Cabeça Dinossauro, de 1986, na íntegra. Outros bons destaques nacionais são Tomada e Baranga.
Confira a programação completa dos dois palcos de rock (nem tudo é rock, claro)

SÃO JOÃO (Avenida São João, 1100)
18h30 - Jack o Estripador (1976) – Banda Made In Brazil
21h00 - Tito y Tarantula
23h30 - Iron Butterfly
02h00 - Os Mutantes
04h30 - Members of Morphine & Jeremy Lyons
07h00 - White Denim
09h30 - Suicidal Tendencies
12h00 -Cabeça Dinossauro (1986) – Titãs
14h30 - La Renga
17h00 - Black Oak Arkansas

PALCO BARATOS E AFINS
18h00 - Baranga
20h00 - Cracker Blues
22h00 - Carro Bomba
00h00 - Star 61
02h00 - Messias Elétrico
04h00 - Golpe de Estado
06h00 - Salário Mínimo
08h00 - Tomada
10h00 - Jordans
12h00 - Os Skywalkers
16h00 - As Mercenárias
18h00 - Paulo Barnabe & Patife Band

ATUALIZAÇÃO

O Suicidal se apresentará em outras localidades durante esta passagem pelo Brasil.


MAY 04 - BELO HORIZONTE / MINAS GERAIS
Local :  BH Music Hall

MAY 05 - SANTOS
Local :      TRIBAL

MAY 09  -  SAO PAULO
Local:  CLASH CLUB





FRIDAY THE 13TH

A música não é das melhores, mas o filme é ótimo. Para comemorar a sexta-feira 13, um vídeo do Alice Cooper que fez parte da trilha sonora da quarta aparição de Jason Voorhees. 



"The Man Behind the Mask"





quarta-feira, 4 de abril de 2012

SOUNDGARDEN APÓS 2 OU 15 ANOS?


Depois dos 22 segundos de Live to Rise atiçarem os fãs, finalmente é possível ouvir na íntegra a nova faixa do Soundgarden AQUI.

Estranho dizerem por todos os cantos que esta é a primeira faixa inédita da banda em 15 anos. Pode ser a primeira gravação em uma década e meia, mas vale lembrar que em 2010, a nunca lançada Black Rain foi incluída na coletânea  The Telephantasm, que também dá nome à faixa bônus da versão completa do disco no iTunes.

Acontece que The Telephantasm é sobra das gravações do Screaming Life (1987) e Black Rain, do Badmotorfinger (1991). Ambas foram remasterizadas para a coletânea de retorno.

Enquanto os fãs esperam um novo disco de estúdio, Live to Rise estará na trilha sonora do filme Os Vingadores, que estreia nos cinemas brasileiros em 27 de abril .   

CAMISETAS


[mongo tshirt]
Para os roqueiros, a camiseta é um item tão importante quanto um disco ou ingresso de show. É fácil encontrar lojas com milhares de opções de cores, tamanhos e estampas. O difícil é comprar camisetas com a mesma qualidade das gringas. A maioria segue o padrão silk tosqueira de estampa dura.

Ainda bem que na internet é possível encontrar bons sites, com produtos oficiais. Diversas lojas online estrangeiras entregam no Brasil. Uma delas, a ROCK.COM, vende camisetas de mais de 100 bandas. O que me atrai neste tipo de produto são as estampas criativas. Tô fora de comprar pano preto com desenho duro do Eddie.

Varal Virtual
Agora, se você abre mão de produtos oficiais, mas faz questão de qualidade e criatividade, temos à disposição lojas online nacionais que valem a pena. Indico a [mongo tshirt]. Nela, você pode encontrar criações  exclusivas de ícones do rock como Motörhead e AC/DC.

O Varal Virtual também traz novidades em camisetas de bandas. As mais interessantes são as que misturam rock e futebol. Ozzy Imortal, Timão Ramones e Faith Palmeiras são as primeiras criações. 


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

SERTANEJO, O RITMO INIMIGO DOS ANIMAIS


Letras escritas por amebas e melodias compostas sob medida para a molecada que gosta de rebolar mais do que mulher. Tomou o lugar antes pertencente ao ritmo da terra de todos os santos. De qual estilo estou falando??

SERTANEJO (universitário, ginasial, analfabeto...não vejo diferença entre eles) 

Mais do que o desgosto que este tipo de som pode trazer ao meu cérebro, ele é  a trilha sonora oficial dos malditos rodeios. Este recinto de diversão, no qual todo mundo bebe, dança, canta...tudo às custas do sofrimento de bois, novilhos e cavalos. (Procure no Google matérias sobre animais machucados e mortos em rodeios.)

Não há desculpa para compactuar com este nojo brutal. Mesmo que você diga que vá só pela balada. Não há música, bebida ou diversão mais importantes do que a integridade de qualquer um destes animais . São mamíferos maltratados por insetos humanos. Rodeio não é esporte. Rodeio é diversão medieval, administrado por gananciosos e cuidado por lixos humanos.

Há quatro anos, entrei com uma câmera escondida no rodeio da cidade de Limeira, interior de São Paulo. Os "tratadores"forçavam a ida dos touros até a porteira da arena. Claro que eles refugavam. Então, vi o absurdo brutal. Aqueles bastardos davam pauladas nos bichos e cutucavam seus traseiros - pra não escrever outra coisa - com uma vara pontuda. Pior, em frete aos veterinários responsáveis.

Resultados: uma matéria investigativa e um processo para nós jornalistas do caso. A organização do rodeio pediu R$ 250 mil, alegando prejuízo por causa da matéria. Este ano, finalmente, justiça foi feita e eles perderam a ação. A liberdade de imprensa foi garantida pela justiça.

Não sou falso moralista. Conheço estes eventos  e  posso dizer que não valem a pena. Eu vi de perto a tosqueira da balada e, pior, o descaso dos frequentadores pela causa animal.

Detesto vários ritmos musicais, mas meu inimigo número um é o Sertanejo, o maior financiador dessas malditas festas. Se algum dia minhas bandas prediletas de rock estiverem nestes recintos, quebro os discos, CDs e apago os mp3. Duvido que algum dia estejam...

Prometo que não toco mais neste assunto imundo aqui no blog. Eu sei que você quer ROCK...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O ROCK NOS VIDEOGAMES (PARTE 2)


O ano 2000 chegou com uma nova geração de consoles. Um desses  aparelhos, o Dreamcast, recebeu o mítico KISS e seu visual todo próprio em Psycho Circus: The Nightmare Child . A aventura é baseada em uma HQ produzida por Todd McFarlane, em que a banda se transforma em um grupo de cavaleiros com a missão de salvar um mundo fictício das trevas. Uma história que tem tudo a ver com o estilo escrachado do KISS.


2005 - o ano em que fizemos contato. Este poderia ser o título dos novos rumos da música no universo digital. As canções deixaram de ser apenas ouvidas e passaram a ser tocadas. Foi o momento em que tornou-se  possível  tocar com quem quisesse , até mesmo com grandes nomes do rock. Guitar Hero, desenvolvido pela Harmonix, foi pioneiro em levar a oportunidade de tocar guitarra a todos aqueles que nunca tiveram o dom para tal. Pela primeira vez era possível interagir em músicas de astros como Ramones, Deep Purple, Bad Religion e Black Sabbath.

O jogo foi um monstruoso sucesso de vendas, atingindo a marca de 21 milhões de cópias comercializadas ao redor do planeta. Claro que vieram várias continuações. Sem contar os seus spin-offs, entre eles World Tour e Smash Hits, além das versões Aerosmith, Metallica e Van Halen. 

Nenhum reinado é eterno! A série da Harmonix descobriu esse detalhe em 2007. Em parceria com a MTV Games, a Eletronic Arts resolveu  aventurar-se no mundo da música com seu divertido Rock Band. Desta vez ,a guitarra veio acompanhada de bateria e microfone, além da opção de se adicionar mais uma guitarra e transformá-la em baixo. Outra novidade foi a possibilidade de tocar ao lado de nomes consagrados como Kirk Hammet, guitarrista do Metallica; Neal Peart, virtuoso baterista do Rush; entre uma legião de craques do rock.

Como seu rival, Rock Band ganhou novos capítulos, entre eles um que levou o nome da maior banda de todos os tempos. A edição Beatles vendeu mais de 1 milhão de unidades no mundo inteiro, e não se contentou em trazer apenas os quatro garotos de Liverpool no formato digital. Há uma versão do game que vem acompanhada de réplicas idênticas aos instrumentos originais do grupo. Claro que com um salgado preço.



Em 2011, a experiência do usuário foi além do imaginável, em Rocksmith da Ubisoft. O jogo permite que você utilize uma guitarra de verdade durante as partidas. É um desafio divertido para quem já toca e uma possibilidade de aprender aos que sempre sonharam, mas nunca tiveram  muita paciência para frequentar aulas de música.


Como se vê, o Rock e o Videogame estão em ótima sintonia, e prontos para tornar essa parceria bem mais duradoura do que se poderia imaginar há duas décadas. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ANÁLISE SWU


Desta vez quero fazer um balanço diferente. Fui ao SWU após listar 10 motivos para enfrentar a estrada até Paulínia. Agora, vou analisar cada um dos tópicos e mostrar se realmente valeu a pena ir ao último dia do evento brasileiro, que em 2012 rolará na capital do país.  

1 - Faith no More - Melhor show do SWU. Trocou We Care a Lot por uma música nova no final, mas a mudança não comprometeu a performance de Mike Patton, Billy Gould, Roddy Bottum, Mike Bordin e Jon Hudson. O concerto ainda teve a participação do coral de crianças de Heliópolis e de um maluco de Pernambuco, que entrou recitando umas tosqueiras. Para não perder o costume, Billy Gould lembrou do Palmeiras, arrancando aplausos do vocalista.  SETLIST COMPLETO

2 - Cerveja Heineken - Os vendedores de chopp salvaram o dia. Eles levavam um aparelho nas costas e serviam você no meio a pista.

3 - Megadeth - Foi a melhor visão que tive no SWU. Durante a troca de palco - o evento tinha dois palcos principais e quem se movimentava entre um show e outro era a plateia -, consegui um lugar privilegiado para ver Dave Mustaine, David Ellefson, Chris Broderick e Shawn Drover e ouvir Sweating Bullets, Symphony Of Destruction, Holy Wars... SETLIST COMPLETO

4 - Alice in Chains - William DuVall  não chega perto de Layne Staley. O ponto baixo foi a sequência de lentas, que desanimou um pouco o povo ensopado pela chuva perene. Pontos altos foram as execuções de Man in the Box, Angry Chair e Them BonesSETLIST COMPLETO
5 - Duff McKagan's Loaded - O baixista original do Guns N'Roses tocou guitarra a maior parte do tempo e assumiu o baixo para mandar Atittude, cover do Misfits. Fechou, empolgando os fãs do Guns, com It's so EasySETLIST COMPLETO

6 - Sustentabilidade - Promessa da prefeitura de Paulínia deve ser cobrada por moradores da região. Caso contrário, as mudanças ficarão apenas na conversa fiada e a Grande Campinas continuará a segunda mais poluída do país.

7 - Stone Temple Pilots - Tocaram as clássicas Wicked Garden, Plush, Big Bang Baby e Sex Type Thing, como eu queria.  SETLISTCOMPLETO
8 - Sonic Youth - Apesar de ter alguns sons interessantes, o show torrou o saco depois de 15 minutos. SETLIST COMPLETO  Eu deveria ter colocado nesta posição, Down, a banda de Phil Anselmo, ex-Pantera, que fez  ótima apresentação. SETLIST COMPLETO

9 - Divulgação do trabalho da SolarAid - Ainda não dá pra saber se eventos como o SWU ajudam a conscientizar alguém. Espero que um dia consigam.

10 - Raimundos - Abriu bem o último dia do SWU. SETLIST COMPLETO
Você consegue na internet os vídeos de todos os shows. Quem não foi pode assistir e tirar suas próprias conclusões. Eu separei pra vocês, via @lavignatti, o do Faith no More. 


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

SABBATH NA COPA DO MUNDO

11/11/11 ficou marcado pelo anúncio do retorno do Black Sabbath. Além de uma turnê mundial em 2012, a formação original da banda, com Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, lançará um disco de estúdio inédito com o ícone da produção metal Rick Rubin. 


Esperamos que o Sabbath acompanhe a tendência mundial, vindo ao Brasil já em 2012. Bem que poderia vir ano que vem e voltar para a abertura da Copa do Mundo em 2014. Diga não a Ivete Sangalo ou Shakira e apoie a campanha Black Sabbath na Fifa World Cup 2014. #sabbathnacopa





terça-feira, 8 de novembro de 2011

10 MOTIVOS PARA IR AO SWU


Meu texto sobre os 10motivos para não ir ao Rock in Rio rendeu muita ira e alguma admiração. Para não falarem que só meto o pau em grandes eventos, fiz uma lista dos 10 motivos que fazem o SWU valer a pena. Fiz questão de restringir minha lista aos shows do dia 14, o único Rock N' Roll.

10 motivos para pegar estrada até Paulínia:

1 - Faith no More - Um dos melhores shows que já vi (Monsters of Rock 95) e o principal responsável pela minha presença no SWU. Além da qualidade musical indiscutível, são palmeirenses.

2 - Cerveja Heineken - Vou de Van, então posso beber o quanto quiser. Espero que a cerveja esteja gelada.

 3 - Megadeth -
Sempre bom assistir ao vivo um dos Big Four.

 4 - Alice in Chains -
Não conheço nada sem o  Layne Staley, mas vale a tentativa. Por mim, podiam tocar só Dirt.

5 - Duff McKagan's Loaded - Também não sei muito sobre a banda. O que vale é ver um membro original do Guns N'Roses.

6 -Sustentabilidade - Um evento que promove a sustentabilidade ser realizado na segunda região mais poluída do Brasil, atrás apenas da área metropolitana do Rio de Janeiro, é bem contraditório. Mas a prefeitura de Paulínia se comprometeu a "transformar a área do Festival no primeiro Distrito de Sustentabilidade, Tecnologia e Entretenimento do País".

7 - Stone Temple Pilots - Gosto de algumas músicas. Espero que toquem algumas clássicas.

8 - Sonic Youth - Outra banda que tem alguns sons interessantes.

9 - Divulgação do trabalho da SolarAid 

10 - Raimundos - Já que a formação original nunca mais se reunirá, nos resta essa com Digão no vocal. 

sábado, 29 de outubro de 2011

O ROCK NOS VIDEOGAMES (PARTE 1)


O Rock apareceu nos videogames muito tempo antes das guitarras e baterias virtuais. A primeira banda a estrelar um fliperama foi o grupo de rock progressivo Journey, em 1983. Uma produção bem psicodélica, na qual os integrantes, retratados em pequenas fotos em preto e branco, enfrentavam objetos espaciais, no melhor estilo Megamania.

Em 1988, a Codemasters lançou Rock Star Ate My Hamester. O jogo, desenvolvido para computadores e Atari, pode ser considerado pioneiro do gênero manager. Na trama, o agente Cecil Pitt tem a missão de conduzir uma determinada banda ao estrelato. O barato do jogo é que vários artistas foram parodiados. Michael Jackson virou Wacky Jacko; Madonna é Maradona; e Bono Vox foi transformado em Bonehead. Há muitos outros plágios no game, que caiu no gosto popular.

A Wizzard Games também embarcou na onda e lançou em 89, para Amiga, Rockstar. Polêmico, o jogo trata do backstage de uma banda. O líder é justamente o jogador, que muitas vezes está  envolto em drogas e  algumas podem até auxiliar na criatividade. É, como disse, bem polêmico. Tanto que ficou bem mais conhecido no meio underground.

O grande salto do pop rock no universo digital aconteceu no ano de 1990. Michael Jackson  resolveu se aventurar nos consoles em uma parceria milionária com a SEGA. E deu muito certo! Moonwalker era a maior febre vista até então na indústria do entretenimento, elevando os videogames ao status de mídia rentável para os mais variados artistas. Ao som de Smooth Criminal, Michael desliza seus passos e derrota oponentes ao atirar seu chapéu mágico. Para os mais novos terem uma idéia, a repercussão de Moonwalker foi tal qual, ou maior, que a expectativa gerada em torno de Beatles: Rock Band.

Se o game da SEGA fez o mundo inteiro dançar, não se pode dizer o mesmo de Motörhead. Lançada em 92 pela Virgin Games para Amiga e Atari ST, a produção inspirada na lendária banda de Lemmy Kilmister foi realizada apenas para a Europa. O vocalista arruaceiro comanda a baderna e toca o terror por onde passa, fazendo a alegria dos metaleiros. 


Uma criativa história como pano de fundo levou o Aerosmith para os cartuchos. Em Revolution X, o mundo é controlado por um grupo denominado New Order Nation, que declara guerra contra todo e qualquer tipo de cultura jovem. Sendo assim, o Aerosmith é capturado e cabe ao jogador salvar Steven Tyler e sua turma das garras dos terroristas. Foi uma das primeiras edições do gênero que reuniu diversas plataformas, como Super NES, Mega Drive, Playstation, fliperamas e PCs.

Bem antes de Eletronic Arts e Harmonix travarem uma das maiores disputas já vista no mercado de games, a Konami dava o primeiro passo para a criação de um simulador de instrumentos. Em 98 , a empresa japonesa lançava Guitar Freaks, em que o jogador controlava a guitarra através de uma sequência de cores, numa simplificada versão dos jogos atuais. E olha que na época o título foi pouco comentado. 

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Jovens, Loucos e Rebeldes


Assistimos despretensiosamente filmes não muito conhecidos. Acabamos gostando e lembrando por muitos anos de boa parte. O problema é esquecer o nome do bendito. Eu sou campeão nessa modalidade  de lapso das conexões cerebrais. Só que a sorte me acompanha e, zapeando canais fechados, sempre me deparo com os títulos cinematográficos.


Foi assim com Os Selvagens da Noite (The Warriors/1979),  com o macabro Pague para Entrar, Reze para Sair! (The Funhouse/1981)  e, mais recentemente, com Jovens, Loucos e Rebeldes (Dazed and Confused/1993) , o qual pude assistir esses dias no TC Fun. 

Eu vi Jovens, Loucos e Rebeldes no meio dos anos 90. O filme mostra o último dia de aula de uma escola texana, em 1976. Na trama, os futuros calouros sofrem nas mãos dos veteranos, que os castigam com raquetadas no traseiro. Mas não são só os trotes que ganham destaque. Festas, adolescentes chapados, diferença de grupos e Rock n' Roll preenchem os 103 minutos da película.

Este último item é do filme é o principal para mim. A ótima trilha sonora reúne clássico dos anos 70 como Slow Ride (Foghat), Paranoid (Black Sabbath), Rock and Roll all Nite (Kiss), Highway Star (Deep Purple),Tush (ZZ Top) , School's Out  (Alice Cooper) e Hurricane (Bob Dylan)

Infelizmente as músicas do Led Zeppelin não puderam ser utilizadas no filme que, aliás, tem o  nome de uma famosa canção da banda britânica. Como no Brasil o nome original não conta nada, Dazed and Confused virou Jovens, Loucos e Rebeldes.  

O filme foi um fiasco de público, mas tornou-se cult após Quentin Tarantino colocá-lo em sua lista dos dez melhores filmes de todos os tempos. Além disso, o elenco tinha as revelações Milla Jovovich, Ben Affleck e Matthew McConaughey.

Eu recomendo o filme e os discos!!!                    

                                                                                   

Dazed and Confused (1993)
Rock and Roll, Hoochie Koo - Rick Derringer
Slow Ride - Foghat
School's Out - Alice Cooper
Jim Dandy - Black Oak Arkansas
Tush - ZZ Top
Love Hurts - Nazareth
Stranglehold - Ted Nugent
Cherry Bomb - The Runaways
Fox on the Run - Sweet
Low Riderr - War
Tuesday's Gone - Lynyrd Skynyrd
Highway Star - Deep Purple
Rock and Roll All Nite - KISS
Paranoid - Black Sabbath

Even More Dazed and Confused (1994)
Free Ride - Edgar Winter Group
No More Mr. Nice Guy - Alice Cooper
Livin' in the USA - The Steve Miller Band
Never Been Any Reason - Head East
Why Can't We Be Friends? - War
Summer Breeze - Seals and Crofts
Right Place, Wrong Time - Dr. John
Balinese - ZZ Top
Lord Have Mercy On My Soul - Black Oak Arkansas
I Just Want to Make Love to You - Foghat
Show Me the Way - Peter Frampton
Do You Feel Like We Do - Peter Frampton
Hurricane- Bob Dylan





terça-feira, 11 de outubro de 2011

Revival dos discos de vinil

Por @fabiohosoi  (Colaborador R&S)

Muitos pensavam que o futuro residia na musica exclusivamente digital. Tal previsão mudou para sempre a vida das gravadoras já que, digitalmente, tudo que é reproduzível é copiavel. Todas as tentativas de bloquear esta regra foram implacavelmente frustradas. Numa figura do passado foi encontrada a solução, pelo menos para um mercado interessante e nem tão pontual quanto possa parecer, mas importante e grande o suficiente para chamar a atenção de grandes centros comerciais: o disco de vinil.

Este interesse baseia-se em fatos simples e claros. O som do vinil é analógico e possui mais frequências sonoras do que um CD. O compact disc tem um som comprimido, pois sua natureza digital corta diversas frequencias teoricamente inaudíveis, mas que interagem de formas  diferenciadas, impossibilitando várias ondas que um sinal analógico possibilita. Isto por si só é prova suficiente para justificar a superioridade qualitativa sonora de um bom LP.

Portanto, toda propaganda feita exaltando a qualidade superior da música digital era uma mentira. Cabe ressaltar que um vinil prensado, como se prensa um cachorro quente, não pode ser comparado a um CD bem feito, masterizado corretamente e bem queimado. Assim como um CD, queimado a partir de arquivos de baixa qualidade, não pode ser comparado a um vinil de 180 gramas prensado a partir de uma master bem trabalhada. E exatamente atrás destes bons vinis é que estamos atrás.

Nem só de gramatura vive o vinil

Numa primeira análise lembramos dos DJs, sejam eles de música eletrônica, rap ou soul, ritmos que se beneficiam da prolificidade do meio para alimentar este mercado frenético, muitas vezes calcado em saudosismo. 

O exemplo mais claro é o que ocorre no mercado de música soul, no qual gravadoras como a Motown eram fábricas incessantes de música. A empresa lançava uma grande quantidade de EPs 7 polegadas, que eram triados por "especialistas" em busca do novo grande astro. Não é de se espantar que muitos nomes dignos de nota foram injustiçados e engavetados.

Com esta lista enorme de possibilidades, um grande grupo de aficionados saem a procura de qualquer coisa que possa conter uma boa música. Como estes discos são limitados e as pérolas estão escondidas e subcotadas, poucas cópias restam em bom estado. Em alguns casos, existem apenas uma ou duas cópias. No afã de esconder, muitos DJs promovem atos estúpidos como retirar o label para que ninguém consiga identificar aquele som, tornando-o exclusivo do seu set.

Não é apenas no soul onde a procura incessante acontece. No reggae, ska, rocksteady, dub, punk/hardcore e suas vertentes, metal, jazz... Em todos os ritmos existem aficionados no garimpo por tesouros escondidos.

Qual a graça para quem não ganha, apenas gasta com isso?

Assim como os bons marketeiros e desenvolvedores de produtos gostam de fazer, a questão do vinil é uma experiência diferenciada, muito distante de apenas clicar no arquivo e por-se a ouvir o que quer que seja. Envolve o contato com o disco, ver os sulcos, analisar se o disco está empenado, verificar a capa e encarte de tamanho diferenciado, que mesmo no caso de um 7 polegadas é bem maior do que a arte da capa de um CD player. E após colocar o vinil na vitola, se contam os sulcos maiores, escolhendo a faixa, manipulando o braço e a agulha, encaixando no caminho, gerando aquele ruído característico e só ai temos música.

Tanto faz se a faixa legal, o tesouro da ilha, está na 3, 5 ou 12. O auge do álbum, que muitas vezes é desenvolvido num projeto conciso, num conceito onde cada faixa tem seu papel, é acessível de forma tão simples quanto a primeira faixa do CD.

Vale ressaltar que para melhor experiência, além da pick-up, o toca disco propriamente dito, é legal possuir um bom amplificador e caixas potentes. Ouça em alto e bom som, nem que seja de vez em quando, para sentir os graves te balançarem, os médios te cutucarem e os agudos te furarem. Este poder do som,que influencia o tato, você nunca terá ouvindo num fone ou caixa de som pequena. Não precisa ser alto a ponto de estourar tímpanos ou incomodar o vizinho. Mas se for para ouvir baixinho, continue no mp3!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Rock in Rio 2011 - Balanço Final

Sempre é fácil criticar artistas fracos. Por isso, foi tão natural passar as últimas semanas divulgando, por todas as redes sociais, os motivos para não dar bola ao Rock in Rio 2011.  Recebi mensagens de todos os tipos. Desde os mais toscos xingamentos até ameaças estúpidas.


Claro que, como jornalista e aficionado por música, acompanhei as transmissões do evento. Não sei qual foi a pior. Na Globo, um show de bizarrices na cobertura dos bastidores, que era comandada pelos fracos e muito sem graça André Marques, o gordinho do Vídeo Show, e Bruno de Luca, o gordinho de Malhação. Também tiveram os comentários vazios de Zeca Camargo. 

No show do Metallica, a Rede Globo de Televisão, uma das maiores emissoras do mundo, não teve a capacidade de colocar um especialista em música ao lado do operador de G.C - para quem não conhece, o gerador de caracteres é o equipamento que coloca na tela da TV frases e outros elementos gráficos. A produção pegou um papel do setlist da banda, com nomes abreviados, e jogou no ar. Resultado: "Enter Sandman" virou Sandman, "For Whom the Bell Tolls", Bellz e assim por diante. 

O Multishow foi bastante tosqueira. Didi Wagner e Luisa Micheletti falaram tanta asneira quanto seus colegas da rede aberta. Foi grotesco vê-las entrevistar a banda mexicana Maná em inglês. Já Beto Lee, em frente ao palco, só deu bola fora. 

Shows


Red Hot Chili Peppers, Slipknot, System of a Down e Motörhead fizeram boas apresentações. Os destaques ficaram por conta de outras duas lendas do rock: Guns N'Roses e Metallica. 

Vamos começar pelo fiasco de Axl Rose. Infelizmente, o líder e único remanescente da formação original do GNR não tem mais fôlego ou voz. Os agudos estridentes ficaram no passado. Fora de forma, parou de cantar diversas vezes. Nem o bom setlist salvou o show. Eu não sei o nome de um músico dessa formação, que não chega aos pés da original. 

A falta de voz de Axl era sentida já na Use Your Illusion Tour, que tentaram disfarçar com diversas backing vocals.  Já não bastava o apoio dos companheiros de banda. Até a apresentação do Rock in Rio 2001 foi melhor do que esta do último domingo. Não sei nem se uma reunião com os integrantes originais salvaria o Guns. Fica a lembrança dos primeiros 10 anos. 

Idade não é desculpa para fiascos ao vivo. Prova disso é o Metallica. Os metaleiros, na estrada desde 1981,  montaram um show para ser o melhor dos últimos tempos. O  setlist perfeito foi executado com maestria. Eu os vi ao vivo três vezes e nenhum dos repertórios superou este último. 

O ponto alto do show foi a homenagem a Cliff Burton, morto em um acidente de ônibus com a banda há 25 anos. Além de discursos durante o show, uma bandeira com o rosto do primeiro baixista do Metallica foi erguida. 

O Metallica fez um show perfeito, ofuscando as bizarrices que puderam ser vistas em todos os dias de Rock in Rio. 

Setlist Metallica
Creeping Death
For Whom the Bell Tolls
Fuel
Ride the Lightning
Fade to Black
Cyanide
All Nightmare Long
Sad But True
Welcome Home (Sanitarium)
Orion
One
Master of Puppets
Blackened
Nothing Else Matters
Enter Sandman
Am I evil?
Whiplash
Seek and Destroy




terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ramones em São Paulo 11/03/1996

A epopeia começou após a última aula da segunda-feira, em 11 de março de 1996. Saí da escola e fui encontrar alguns amigos do interior na galeria do rock. Eles chegavam de Bernardino de Campos, cidade que fica a 360 Km de SP. Todos vinham para o mesmo motivo, o show do Ramones, da turnê Adios Amigos.


They came up to São Paulo just to see the Ramones. Oh-Yeah!!!

Aquela era a última chance de ver a maior banda de todos os tempos. Alguns amigos não tinham ingressos e, acreditem, ainda tinha disponível. Hoje, seria sold out em poucas horas. Foram três dias de shows em SP. A entrada custava R$ 30,00. Pode parecer muito barato, mas para um adolescente, há 15 anos, não era. 


A ida de ônibus ao Olympia (finada casa de shows da zona oeste de São Paulo) foi bastante tranquila. Chegamos por volta das 16 horas. A fila ainda não estava tão grande. Mais tarde, daria a volta no quarteirão. Por volta das 19 horas, os portões foram abertos.

Conseguimos ficar colados na grade, do lado direito da pista. Em frente à tradicional posição do Dee Dee Ramone, que fora ocupada anos antes pelo C.J. Na medida em que a casa enchia, a galera tentava ocupar nosso espaço. Estávamos em 8 e conseguimos manter a posição estratégica.

Durante o show de abertura, preferia estar longe do palco. A banda, que tomou um banho de cusparadas, era do Supla. Com um som ruim, a plateia não perdoou e o “Hey Ho Let’s Go” cobriu o áudio durante boa parte da apresentação. Em certo momento, o “punk” da família Matarazzo desceu do palco para tirar satisfação com a molecada da grade e quase foi linchado. Quem será que teve ideia doentia de colocar Supla para abrir Ramones??

A impaciência só cessou quando as luzes se apagaram  e “The Good, The Bad and The Ugly” tomou conta do áudio ambiente. Após o primeiro “1,2,3,4” do C.J Ramone, a banda acelerou com “Durango 95”, fazendo da pista um barril de pólvora. Naquele momento, era difícil acreditar que Joey, Johnny, Marky e C.J. estavam tão perto.

O setlist foi muito bom. Quem tinha o “Loco Live" sentiu-se, durante as 12 primeiras músicas, dentro do disco. A sequência foi a mesma. Os clássicos dominaram a lista, com algumas novidades como “Spiderman” e “I don’t wanna grow up”.

Ao final da apresentação, fui para casa exausto, sem voz e com a sensação de ter visto o melhor show da história. Opinião que dura até hoje e creio que nunca mudará.

VEJA UM TRECHO DO SHOW

SETLIST RAMONES 11/03/1996


The Good, The Bad And The Ugly
Durango 95
Teenage Lobotomy
Psycho Therapy
Blitzkrieg Bop
Do You Remember Rock 'N' Roll Radio?
I Believe In Miracles
Gimme Gimme Shock Treatment
Rock 'N' Roll High School
I Wanna Be Sedated
Spiderman
The KKK Took My Baby Away
I Don't Wanna Grow Up
Have You Ever Seen The Rain
Sheena Is A Punk Rocker
Rockaway Beach
Pet Sematary
Main Man
Cretin Family
Do You Wanna Dance?
Somebody Put Something In My Drink
Havana Affair
Wart Hog
Cretin Hop
R.A.M.O.N.E.S.
Today Your Love Tomorrow The World
Pinhead
The Crusher
Poison Heart
Surfin' Bird
My Back Pages
Chinese Rocks
Beat On The Brat
  

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

52nd and Broadway

Desde a primeira vez que ouvi "Olympia WA", do play ..And Out Come the Wolves (1995), do Rancid, ficava me perguntando que diabo tinha na rua 52nd com a Broadway? Um tempo atrás, pude conferir que não tem nada demais. É uma esquina normal pra baixo da Times Square.  Antigamente, era um ponto nova-iorquino de concentração de jazzistas. Valeu pelo registo em foto e vídeo. (Ouça Olympia WA)

Hangin on the corner of 52nd and Broadway
Cars passin by, but none of them seem to go my way
New York City, well I wish I was on the highway
Back to Olympia

Mas Nova Iorque não tem só estas placas que nos fazem lembrar do punk rock de qualidade. Perto da histórica casa de shows CBGB, em 2003, foi criado o Joey Ramone Place, na esquina da Bowery com E 2nd, em homenagem ao lendário vocalista do Ramones. A placa tornou-se a mais furtada de NYC. Para evitar este vandalismo, em 2010, a placa foi instalada em um poste mais alto.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Cock Sparrer SP 3-SET


Depois de esperar mais de dez anos, finalmente tive a oportunidade de assistir um show do Cock Sparrer no Brasil. Em uma única apresentação (03/09), a banda inglesa lotou a casa de shows Carioca Club - lugar bem tosco, que promove shows de forró.

O show estava marcado para começar por volta das 19h30, mas a guerra campal que estourou na Cardeal Arcoverde, promovida entre os nazis e os antinazis e que resultou na morte de um punk, atrasou a entrada do público. Somente depois da chegada da PM, o tumulto diminuiu.

Um parêntese no show para fazer uma crítica ao poder público. Todos sabem que o Cock Sparrer é uma referência punk e Oi!. É óbvio que este show, marcado há mais de 3 meses, iria atrair punks, roqueiros, skinheads antinazi e neonazi. O encontro de várias vertentes é extremamente inflamável. Mas não tinha uma viatura da polícia na porta do clube. Cheguei no local às 18 horas e só vi o polícia depois que começaram os confrontos. Faltou bom senso do batalhão que cobre a área da Cardeal, na zona oeste de São Paulo, pois a organização pediu reforço para o evento.

Dentro, não houve conflitos maiores e o show rolou bem. O Cock Sparrer desempenhou seu papel no palco, apesar de não ter aquela presença em performances ao vivo. O setlist foi sensacional. England Belongs to Me, Tough Guys, Where are They Now?, Riot Squad, I Got Your Number e outros clássicos colocaram esta apresentação na história do rock paulistano. No final, prometeram voltar ao país e fecharam com We’re Coming Back.

Cock Sparrer -

Colin McFaull – Vocais
Mick Beaufoy – Guitarra
Steve Burgess – Baixo
Steve Bruce – Bateria
Daryl Smith – Guitarra
Chris Skepis (ex-integrante/participação especial)

OBS – Quem não conhece Cock Sparrer não pode deixar de ouvir o primeiro álbum, Shock Troops.