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quarta-feira, 4 de abril de 2012

CAMISETAS


[mongo tshirt]
Para os roqueiros, a camiseta é um item tão importante quanto um disco ou ingresso de show. É fácil encontrar lojas com milhares de opções de cores, tamanhos e estampas. O difícil é comprar camisetas com a mesma qualidade das gringas. A maioria segue o padrão silk tosqueira de estampa dura.

Ainda bem que na internet é possível encontrar bons sites, com produtos oficiais. Diversas lojas online estrangeiras entregam no Brasil. Uma delas, a ROCK.COM, vende camisetas de mais de 100 bandas. O que me atrai neste tipo de produto são as estampas criativas. Tô fora de comprar pano preto com desenho duro do Eddie.

Varal Virtual
Agora, se você abre mão de produtos oficiais, mas faz questão de qualidade e criatividade, temos à disposição lojas online nacionais que valem a pena. Indico a [mongo tshirt]. Nela, você pode encontrar criações  exclusivas de ícones do rock como Motörhead e AC/DC.

O Varal Virtual também traz novidades em camisetas de bandas. As mais interessantes são as que misturam rock e futebol. Ozzy Imortal, Timão Ramones e Faith Palmeiras são as primeiras criações. 


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O ROCK NOS VIDEOGAMES (PARTE 2)


O ano 2000 chegou com uma nova geração de consoles. Um desses  aparelhos, o Dreamcast, recebeu o mítico KISS e seu visual todo próprio em Psycho Circus: The Nightmare Child . A aventura é baseada em uma HQ produzida por Todd McFarlane, em que a banda se transforma em um grupo de cavaleiros com a missão de salvar um mundo fictício das trevas. Uma história que tem tudo a ver com o estilo escrachado do KISS.


2005 - o ano em que fizemos contato. Este poderia ser o título dos novos rumos da música no universo digital. As canções deixaram de ser apenas ouvidas e passaram a ser tocadas. Foi o momento em que tornou-se  possível  tocar com quem quisesse , até mesmo com grandes nomes do rock. Guitar Hero, desenvolvido pela Harmonix, foi pioneiro em levar a oportunidade de tocar guitarra a todos aqueles que nunca tiveram o dom para tal. Pela primeira vez era possível interagir em músicas de astros como Ramones, Deep Purple, Bad Religion e Black Sabbath.

O jogo foi um monstruoso sucesso de vendas, atingindo a marca de 21 milhões de cópias comercializadas ao redor do planeta. Claro que vieram várias continuações. Sem contar os seus spin-offs, entre eles World Tour e Smash Hits, além das versões Aerosmith, Metallica e Van Halen. 

Nenhum reinado é eterno! A série da Harmonix descobriu esse detalhe em 2007. Em parceria com a MTV Games, a Eletronic Arts resolveu  aventurar-se no mundo da música com seu divertido Rock Band. Desta vez ,a guitarra veio acompanhada de bateria e microfone, além da opção de se adicionar mais uma guitarra e transformá-la em baixo. Outra novidade foi a possibilidade de tocar ao lado de nomes consagrados como Kirk Hammet, guitarrista do Metallica; Neal Peart, virtuoso baterista do Rush; entre uma legião de craques do rock.

Como seu rival, Rock Band ganhou novos capítulos, entre eles um que levou o nome da maior banda de todos os tempos. A edição Beatles vendeu mais de 1 milhão de unidades no mundo inteiro, e não se contentou em trazer apenas os quatro garotos de Liverpool no formato digital. Há uma versão do game que vem acompanhada de réplicas idênticas aos instrumentos originais do grupo. Claro que com um salgado preço.



Em 2011, a experiência do usuário foi além do imaginável, em Rocksmith da Ubisoft. O jogo permite que você utilize uma guitarra de verdade durante as partidas. É um desafio divertido para quem já toca e uma possibilidade de aprender aos que sempre sonharam, mas nunca tiveram  muita paciência para frequentar aulas de música.


Como se vê, o Rock e o Videogame estão em ótima sintonia, e prontos para tornar essa parceria bem mais duradoura do que se poderia imaginar há duas décadas. 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ramones em São Paulo 11/03/1996

A epopeia começou após a última aula da segunda-feira, em 11 de março de 1996. Saí da escola e fui encontrar alguns amigos do interior na galeria do rock. Eles chegavam de Bernardino de Campos, cidade que fica a 360 Km de SP. Todos vinham para o mesmo motivo, o show do Ramones, da turnê Adios Amigos.


They came up to São Paulo just to see the Ramones. Oh-Yeah!!!

Aquela era a última chance de ver a maior banda de todos os tempos. Alguns amigos não tinham ingressos e, acreditem, ainda tinha disponível. Hoje, seria sold out em poucas horas. Foram três dias de shows em SP. A entrada custava R$ 30,00. Pode parecer muito barato, mas para um adolescente, há 15 anos, não era. 


A ida de ônibus ao Olympia (finada casa de shows da zona oeste de São Paulo) foi bastante tranquila. Chegamos por volta das 16 horas. A fila ainda não estava tão grande. Mais tarde, daria a volta no quarteirão. Por volta das 19 horas, os portões foram abertos.

Conseguimos ficar colados na grade, do lado direito da pista. Em frente à tradicional posição do Dee Dee Ramone, que fora ocupada anos antes pelo C.J. Na medida em que a casa enchia, a galera tentava ocupar nosso espaço. Estávamos em 8 e conseguimos manter a posição estratégica.

Durante o show de abertura, preferia estar longe do palco. A banda, que tomou um banho de cusparadas, era do Supla. Com um som ruim, a plateia não perdoou e o “Hey Ho Let’s Go” cobriu o áudio durante boa parte da apresentação. Em certo momento, o “punk” da família Matarazzo desceu do palco para tirar satisfação com a molecada da grade e quase foi linchado. Quem será que teve ideia doentia de colocar Supla para abrir Ramones??

A impaciência só cessou quando as luzes se apagaram  e “The Good, The Bad and The Ugly” tomou conta do áudio ambiente. Após o primeiro “1,2,3,4” do C.J Ramone, a banda acelerou com “Durango 95”, fazendo da pista um barril de pólvora. Naquele momento, era difícil acreditar que Joey, Johnny, Marky e C.J. estavam tão perto.

O setlist foi muito bom. Quem tinha o “Loco Live" sentiu-se, durante as 12 primeiras músicas, dentro do disco. A sequência foi a mesma. Os clássicos dominaram a lista, com algumas novidades como “Spiderman” e “I don’t wanna grow up”.

Ao final da apresentação, fui para casa exausto, sem voz e com a sensação de ter visto o melhor show da história. Opinião que dura até hoje e creio que nunca mudará.

VEJA UM TRECHO DO SHOW

SETLIST RAMONES 11/03/1996


The Good, The Bad And The Ugly
Durango 95
Teenage Lobotomy
Psycho Therapy
Blitzkrieg Bop
Do You Remember Rock 'N' Roll Radio?
I Believe In Miracles
Gimme Gimme Shock Treatment
Rock 'N' Roll High School
I Wanna Be Sedated
Spiderman
The KKK Took My Baby Away
I Don't Wanna Grow Up
Have You Ever Seen The Rain
Sheena Is A Punk Rocker
Rockaway Beach
Pet Sematary
Main Man
Cretin Family
Do You Wanna Dance?
Somebody Put Something In My Drink
Havana Affair
Wart Hog
Cretin Hop
R.A.M.O.N.E.S.
Today Your Love Tomorrow The World
Pinhead
The Crusher
Poison Heart
Surfin' Bird
My Back Pages
Chinese Rocks
Beat On The Brat
  

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

52nd and Broadway

Desde a primeira vez que ouvi "Olympia WA", do play ..And Out Come the Wolves (1995), do Rancid, ficava me perguntando que diabo tinha na rua 52nd com a Broadway? Um tempo atrás, pude conferir que não tem nada demais. É uma esquina normal pra baixo da Times Square.  Antigamente, era um ponto nova-iorquino de concentração de jazzistas. Valeu pelo registo em foto e vídeo. (Ouça Olympia WA)

Hangin on the corner of 52nd and Broadway
Cars passin by, but none of them seem to go my way
New York City, well I wish I was on the highway
Back to Olympia

Mas Nova Iorque não tem só estas placas que nos fazem lembrar do punk rock de qualidade. Perto da histórica casa de shows CBGB, em 2003, foi criado o Joey Ramone Place, na esquina da Bowery com E 2nd, em homenagem ao lendário vocalista do Ramones. A placa tornou-se a mais furtada de NYC. Para evitar este vandalismo, em 2010, a placa foi instalada em um poste mais alto.