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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O ROCK NOS VIDEOGAMES (PARTE 2)


O ano 2000 chegou com uma nova geração de consoles. Um desses  aparelhos, o Dreamcast, recebeu o mítico KISS e seu visual todo próprio em Psycho Circus: The Nightmare Child . A aventura é baseada em uma HQ produzida por Todd McFarlane, em que a banda se transforma em um grupo de cavaleiros com a missão de salvar um mundo fictício das trevas. Uma história que tem tudo a ver com o estilo escrachado do KISS.


2005 - o ano em que fizemos contato. Este poderia ser o título dos novos rumos da música no universo digital. As canções deixaram de ser apenas ouvidas e passaram a ser tocadas. Foi o momento em que tornou-se  possível  tocar com quem quisesse , até mesmo com grandes nomes do rock. Guitar Hero, desenvolvido pela Harmonix, foi pioneiro em levar a oportunidade de tocar guitarra a todos aqueles que nunca tiveram o dom para tal. Pela primeira vez era possível interagir em músicas de astros como Ramones, Deep Purple, Bad Religion e Black Sabbath.

O jogo foi um monstruoso sucesso de vendas, atingindo a marca de 21 milhões de cópias comercializadas ao redor do planeta. Claro que vieram várias continuações. Sem contar os seus spin-offs, entre eles World Tour e Smash Hits, além das versões Aerosmith, Metallica e Van Halen. 

Nenhum reinado é eterno! A série da Harmonix descobriu esse detalhe em 2007. Em parceria com a MTV Games, a Eletronic Arts resolveu  aventurar-se no mundo da música com seu divertido Rock Band. Desta vez ,a guitarra veio acompanhada de bateria e microfone, além da opção de se adicionar mais uma guitarra e transformá-la em baixo. Outra novidade foi a possibilidade de tocar ao lado de nomes consagrados como Kirk Hammet, guitarrista do Metallica; Neal Peart, virtuoso baterista do Rush; entre uma legião de craques do rock.

Como seu rival, Rock Band ganhou novos capítulos, entre eles um que levou o nome da maior banda de todos os tempos. A edição Beatles vendeu mais de 1 milhão de unidades no mundo inteiro, e não se contentou em trazer apenas os quatro garotos de Liverpool no formato digital. Há uma versão do game que vem acompanhada de réplicas idênticas aos instrumentos originais do grupo. Claro que com um salgado preço.



Em 2011, a experiência do usuário foi além do imaginável, em Rocksmith da Ubisoft. O jogo permite que você utilize uma guitarra de verdade durante as partidas. É um desafio divertido para quem já toca e uma possibilidade de aprender aos que sempre sonharam, mas nunca tiveram  muita paciência para frequentar aulas de música.


Como se vê, o Rock e o Videogame estão em ótima sintonia, e prontos para tornar essa parceria bem mais duradoura do que se poderia imaginar há duas décadas. 

sábado, 29 de outubro de 2011

O ROCK NOS VIDEOGAMES (PARTE 1)


O Rock apareceu nos videogames muito tempo antes das guitarras e baterias virtuais. A primeira banda a estrelar um fliperama foi o grupo de rock progressivo Journey, em 1983. Uma produção bem psicodélica, na qual os integrantes, retratados em pequenas fotos em preto e branco, enfrentavam objetos espaciais, no melhor estilo Megamania.

Em 1988, a Codemasters lançou Rock Star Ate My Hamester. O jogo, desenvolvido para computadores e Atari, pode ser considerado pioneiro do gênero manager. Na trama, o agente Cecil Pitt tem a missão de conduzir uma determinada banda ao estrelato. O barato do jogo é que vários artistas foram parodiados. Michael Jackson virou Wacky Jacko; Madonna é Maradona; e Bono Vox foi transformado em Bonehead. Há muitos outros plágios no game, que caiu no gosto popular.

A Wizzard Games também embarcou na onda e lançou em 89, para Amiga, Rockstar. Polêmico, o jogo trata do backstage de uma banda. O líder é justamente o jogador, que muitas vezes está  envolto em drogas e  algumas podem até auxiliar na criatividade. É, como disse, bem polêmico. Tanto que ficou bem mais conhecido no meio underground.

O grande salto do pop rock no universo digital aconteceu no ano de 1990. Michael Jackson  resolveu se aventurar nos consoles em uma parceria milionária com a SEGA. E deu muito certo! Moonwalker era a maior febre vista até então na indústria do entretenimento, elevando os videogames ao status de mídia rentável para os mais variados artistas. Ao som de Smooth Criminal, Michael desliza seus passos e derrota oponentes ao atirar seu chapéu mágico. Para os mais novos terem uma idéia, a repercussão de Moonwalker foi tal qual, ou maior, que a expectativa gerada em torno de Beatles: Rock Band.

Se o game da SEGA fez o mundo inteiro dançar, não se pode dizer o mesmo de Motörhead. Lançada em 92 pela Virgin Games para Amiga e Atari ST, a produção inspirada na lendária banda de Lemmy Kilmister foi realizada apenas para a Europa. O vocalista arruaceiro comanda a baderna e toca o terror por onde passa, fazendo a alegria dos metaleiros. 


Uma criativa história como pano de fundo levou o Aerosmith para os cartuchos. Em Revolution X, o mundo é controlado por um grupo denominado New Order Nation, que declara guerra contra todo e qualquer tipo de cultura jovem. Sendo assim, o Aerosmith é capturado e cabe ao jogador salvar Steven Tyler e sua turma das garras dos terroristas. Foi uma das primeiras edições do gênero que reuniu diversas plataformas, como Super NES, Mega Drive, Playstation, fliperamas e PCs.

Bem antes de Eletronic Arts e Harmonix travarem uma das maiores disputas já vista no mercado de games, a Konami dava o primeiro passo para a criação de um simulador de instrumentos. Em 98 , a empresa japonesa lançava Guitar Freaks, em que o jogador controlava a guitarra através de uma sequência de cores, numa simplificada versão dos jogos atuais. E olha que na época o título foi pouco comentado.